quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Conhecimento na prateleira.



Podemos dizer que a geração da internet é privilegiada. Imagine antes da explosão da rede como era para acessar algum assunto de utilidade. Se estivéssemos na escola, o professor passava a tarefa sobre, por exemplo, a ecologia na ilha de galápagos. O livro de pesquisa era aquele mesmo que o professor indicou no início do ano. Ao pesquisar na biblioteca, os exemplares eram limitados, e só contemplavam autores renomados. A internet veio para revolucionar nossa forma de adquirir conhecimento. Mas será que ela veio apenas para nos ajudar? Ou a facilidade e a quantidade de informação da rede também podem atrapalhar nossas vidas.

Com o Google, Wikipédia, sites de notícias etc., tão comuns hoje em dia, qualquer informação está ali bem na nossa frente. Nem precisamos nos deslocar para uma livraria ou biblioteca, perguntar sobres exemplares a atendente, ver o índice e buscar o número da página. Embora estes sejam bons motivos para um passeio. Só que aquela facilidade trás um perigo: de aceitarmos tudo que lemos sem questionar, selecionar, checar as fontes e principalmente duvidar. Pode-se dizer que este rigor é mais apropriado pra quem faz ciência e escreve artigos científicos. Porém, mesmo para usuários comuns, existem as crenças pessoais que são influenciadas por toda informação que recebemos e de nossas memórias. Então é importante não aceitar prontamente tudo que lemos.


Existe também um problema nos tempos atuais que muitos chamam de obesidade de informação. Consumimos vorazmente conteúdos muitas vezes inúteis, que não acrescentarão nada a nossa vida. Seja sobre as aventuras íntimas de Justin Bieber, ou da separação conjugal de Orlando Bloom!. Nada contra quem gosta dessa notícias, também sou consumidor ardente por informação dos mais variados tipos. Mas acho que poderíamos ter um filtro: Que informação vai me deixar mais crítico, mente aberta? O que é realmente útil para nosso dia a dia? E assim não nos deixar dominar pelos poderes midiáticos da internet.         

Mesmo assim, é uma vantagem extraordinária termos essa ferramenta, que além de facilitar nossa vida, possibilita também aproximar mundos. Que me possibilitou criar esse blog e expor meu pequeno horizonte e dizer ao mundo o que acho. E assim receber feedback e poder dialogar.   

O homem sempre desenvolve soluções criativas

Não há desculpas para quem quer destruir a natureza em nome do desenvolvimento!

Inversão de valores


A cada dia, o que era certo parece tornar-se errado e o errado parece tornar-se certo.

Quando alguém se esforça para ser uma pessoa mais dócil e humana, pode-se notar que estranhamente ela passará a ser taxada de tola ou merecedora de descrédito. É, na verdade, antagônico e absurdo. Com freqüência, percebemos que a conduta de quebrar regras e desrespeitar normas é objeto de admiração de muitas pessoas. É perceptível no trabalho, funcionários que seriam maus exemplos, serem "seguidos" ou copiados por outros funcionários. Quando o comportamento em vez de receber reprovação, recebe admiração e ainda é imitado, torna explícito o absurdo da inversão de valores que vivenciamos.

Se há um programa televisivo que consiste em observar pessoas se relacionando e convivendo em um lugar isoladamente, percebe-se que uns personagens optam por um comportamento "rebelde" ou indisciplinado para atrair simpatia, e o pior, obtém sucesso, tornam-se os vencedores. Porque se mostraram "maus", agressivos ou impetuosos atraíram afeto e admiração. Se, indisciplina e rebeldia geram simpatia, o que pensar dos que prezam a disciplina e subordinação?

Não é o objetivo deste artigo criticar ou condenar o admirador ou o transgressor, mas sim, identificar aquilo que todos inconscientemente estão sujeitos a fazer; menosprezar o ético e enaltecer o reprovável.

Em uma universidade, torna-se clara a distinção que se faz entre condutas diferentes. Há aqueles que se dedicam aos estudos, perguntam, participam e prestam atenção às aulas, em contra partida, há os que fazem exatamente o oposto; freqüentemente ausentes das aulas por preferirem bares, e trocam grupos de estudo, por qualquer coisa que seja inútil e com aparência de indisciplina.


Não faz muito tempo, que os pais ou avós ensinavam que os homens deviam ser cavalheiros com as mulheres, ou que as pessoas deviam se respeitar. Havia o conceito de que era fundamental ao ser humano a generosidade e cordialidade, no entanto, hoje, qualquer um está sujeito a ser interpretado como antiquado ou ultrapassado se assim o fizer.

Quando alguém é notado em ações de bondade, é definido como pateta e alguém que age maldosamente, por vezes recebe aplausos, teremos, com certeza, um prognóstico de que a sociedade caminha a passos largos para um mundo amoral e repleto de conflitos.

Todos os problemas da inversão de valores apontados, refletem diretamente na convivência de qualquer grupo social. Notar-se-á na família, filhos que não respeitam os pais, e se o fizerem , serão até criticados pelos seus amigos. Teremos casais sem princípios essenciais a uma convivência duradoura e saudável. Não haverá renúncia, compreensão e bem-estar entre cônjuges, pois o homem que renunciar será tido por "dominado" e a mulher se o fizer será titulada por "Amélia".

O bom funcionário será "puxa-saco" e o negligente será exemplar. O cônjuge infiel será bem-visto e o fiel será subestimado.

Os valores são violentados todos os dias por diversos meios e atitudes nos relacionamentos. A todo o momento as pessoas são reprimidas por agirem com cordialidade e simultaneamente incentivadas a transgredirem os princípios morais.

Não se pode ignorar a grande influência dos meios de comunicação na divulgação das contravenções e a quebra de princípios como comportamento modelo.

É patente, em atuações de novelas e filmes, os maus receberem simpatia e os bons serem ridicularizados. Em Hollywood, os viciados e foras-da-lei são alvos de apreço e como mencionado anteriormente, em reality-shows os bad-boys são favoritos a vencedores.

Dependerá dos líderes, oradores, conselheiros, escritores e agentes de posições similares, propagar os bons conceitos e incutir o repúdio à má conduta, bem como reconhecer com apreço os bons costumes.

A inversão de valores compromete o convívio social e deve ser combatida com rigor por meio de pessoas comprometidas com o desenvolvimento humano e o progresso social.



Entre mil vidas, vivemos apenas uma.

Diante da vastidão que é este Planeta em que vivemos, por quê será, que viemos parar exatamente onde nos encontramos agora? Nesta família, neste grupo de pessoas, neste país, enfim, nesta cultura. 


Todos nós, seres humanos, somos praticamente iguais biologicamente. Dividimos a mesma estrutura óssea, o mesmo organismo e mesma estrutura genética. Entretanto, quando se trata de ciência, costume, sistemas, leis, religião, crenças, esportes, mitos, valores morais e éticos, somos completamente diferentes. É claro, que quando se tratando de pessoas de um mesmo grupo, que dividem uma mesma cultura, essas diferenças não se sobressaem tanto. 



Pois bem, quando o antropólogo norte-americano Clifford Geertz diz: “…todos nascemos com um equipamento para viver mil vidas, mas terminamos no fim tendo vivido uma só!” ele ressalta exatamente a intenção dos parágrafos anteriores. Para ficar mais claro, continuemos com um exemplo bobo. 



No planeta Terra, existem 191 países, aproximadamente 6.912 idiomas, diversos tipos de crença, esportes e tradições. Vamos pensar agora num indivíduo separado da sociedade, ou melhor, vamos pensar em um bebê que ainda se encontra na barriga de sua mãe. As possibilidades que essa criança têm de viver diferentes “vidas”, são infinitas. É claro, que nunca irá viver como um animal, ou uma árvore. Porém, ela pode nascer em qualquer um dos 191 países, falar qualquer uma dos 6.912 idiomas, e até mesmo fazer combinações entre as duas coisas. Ao nascer, claro, seguirá apenas com uma dessa infinitas possibilidades. 

As nossas características biológicas trazem junto consigo umas das mais importantes capacidade dos seres vivos, a de adaptação. Não importa o lugar que nascemos, somos sim, capazes de nos adaptar a ele. 

Projeto Lua

Este é o projeto do Google que promete levar internet banda larga por wireless para todos. Até em áreas mais remotas do planeta. Vejam o vídeo.


Wikipedia

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